quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Peixe Fresco

"A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas." (Horácio)


Os japoneses sempre adoraram peixe fresco.

Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas.

Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca.

Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar.

Se a viagem de volta levasse mais que alguns dias, o peixe não era mais fresco.

Os japoneses não gostaram do gosto destes peixes.

para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos.

Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar.

Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto-mar por muito mais tempo.

os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto-mar por muito mais tempo.

Entretanto o peixe congelado tornou os preços mais baixos.

Então as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros.

Eles podiam pescar e enfiar os peixes nos tanques como "sardinhas".

Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais.

Eles chegavam vivos, porém cansados e abatidos.

Infelizmente os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto.

Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor.

Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.

Como os japoneses resolveram esse problema?

Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor?

Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?

Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?

Elas podem começar a pensar que não precisam trabalhar tanto, então, relaxam.

Elas passam pelo mesmo problema dos ganhadores de loteria, que gastam todo o seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros, que nunca crescem, e de donas-de-casa, enteadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.

Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem mais simples.

L. Ron Hubbard observou, no começo dos anos 50:

"O Homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador".

Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é mais você gosta de um bom problema.

Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo -a- passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz.

Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia.

Você fica excitado e com vontade de tentar novas soluções.

Você se diverte.

Você fica vivo!

Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques, nos barcos.


Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque.

O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo" e fresco no desembarque.

Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques.

Portanto, como norma de vida, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles.

Massacre-os. Curta o jogo.

Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista, se organize!

Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.

Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores.

Uma vez que suas necessidades pessoas ou familiares forem atingidas, vá ao encontro dos objetivos do seu grupo, da sociedade e,até mesmo, da humanidade.

Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele.

Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.


"Ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você pode chegar..."

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Fronteiras da Insanidade

Em seu mais recente trabalho, Almodóvar aborda de forma contundente os limites do desejo e o uso do conhecimento científico no intuito de se haver com a dor – ou fugir dela

Por Érica Renata de Souza,
doutora em ciências sociais e mestre em antropologia social

Da Revista Mente & Cérebro n° 228, Janeiro/2012, págs. 14/15


É possível amar ou odiar o mais recente filme do diretor Pedro Almodóvar. A pele que habito . Ou, como disse alguém na sala de cinema, acreditar que o filme seja “uma viagem”. Mas é certo que dificilmente alguém fica indiferente ao que vê na tela. O pano de fundo da trama incorpora temas do século 21, como a (re)construção do corpo pela medicina, e pelas novas tecnologias. Nesse cenário, as supostas (e questionáveis) oposições entre humanidade e animalidade, lucidez e loucura, presente e passado, arte e realidade, ética e amoralidade, biologia e tecnologia, natureza e cultura e até mesmo vida e morte revelam suas intensas relações nos corpos e nos desejos dos personagens.

Numa sinopse reducionista, poderíamos dizer que se trata de um filme sobre um médico que perdeu pessoas importantes na vida e que essa história o levou à insanidade. Ele trilhou caminhos inesperados para sublimar sua dor, o que causou graves conseqüências para aqueles que atravessaram seu caminho, e chegou a utilizar uma cobaia humana para seus experimentos. Contudo, tratando-se de Almodóvar, seria uma injustiça reduzir o filme a esse enredo.


O médico Robert Ledgard, interpretado por Antonio Banderas, é um homem que carrega as marcas de um passado conturbado e as transforma em ações que revelam um presente no qual lucidez e loucura não têm fronteiras e os corpos definem vidas e identidades. E não se trata de corpos predeterminados pela biologia, mas sim construídos e experienciados a partir dessa construção. A cor vermelha, como sempre acontece nos filmes de Almodóvar, faz parte das cenas, representando não apenas a paixão e o erotismo, mas também a vida e a morte. Nesse sentido, o corpo construído transita entre o foto e o sangue, o DNA e a técnica. A pele não mais demarca a individualidade ou a distinção entre o indivíduo e os outros – mas em relação a si mesmo.

Vera, a moça reclusa, vivida por Elena Anaya, é uma projeção do amor perdido por Robert – ocupa o espaço abeto em razão de sua semelhança física com a mulher falecida do médico. Essa similaridade, percebida e comentada por outros personagens, ganha outra dimensão na relação dos protagonistas e se concretiza numa transformação radical que satisfaz o anseio de Robert: construir uma representação física que ocupe um espaço concreto deflagrado pela dor. Nesse sentido, ele cria um corpo e um espaço materiais para Vera, como se forjasse um mundo particular capaz de abrigar seu desejo. É algo, porém, que excede os limites do suportável, para Vera e também para a fiel e resignada Marília, vivida por Marisa Paredes, que, ilusoriamente, quer a morte de Vera para que os contornos do tolerável reapareçam.

O luto e as formas muito particulares de cada personagem vivenciá-lo tecem o enredo. Marília vive intensamente sua resignação em relação às próprias escolhas; Robert tenta aplacar sua angústias e busca vingança; Vera vê na mutilação uma forma de negar sua atual condição e talvez de se punir, mas não desiste das suas vidas; nem daquela que lhe foi imposta nem da que tinha antes de seu caminho se cruzar com o do médico.

Uma primeira leitura poderia levar a crer que, na fantasia de cada personagem, soluções pontuais satisfazem SUS necessidades, em detrimento das vontades do outro. Os códigos sociais e morais são ignorados e f favor de ações individuais que transgridem o coletivo e a norma. Contudo, essas ações individuais só são possíveis porque o contexto as permite ou favorece. Ao mesmo tempo que a sociedade não compreende as ações que rompem a lei, também oferece possibilidade para o surgimento de tais atos.

Em outras palavras, a sociedade que produz e é produzida por regras e indivíduos que devem se conformar a elas é a mesma sociedade que cria e é criada pelos indivíduos que as transgridem. Essas pessoas – bem como as conseqüências de sua atitudes – parecem ser alocadas na fronteira borrada entre lucidez e loucura, altruísmo e egoísmo, numa tênue separação entre o eu e o outro. E, se esses indivíduos são produzidos pela mesma sociedade que os condena, suas ações têm, também, caráter social, pois fora daquele contexto cultural dificilmente conseguiriam reproduzir os mesmos atos. Numa sociedade em que o amor romântico e a monogamia não fossem “imperativos para a felicidade”, por exemplo, Robert Ledgard teria dado outros rumos à sua vida e à de Vera. As histórias dos personagens em A pele que habito fazem parte da história ocidental, de práticas, sentimentos e sentidos que a constituíram – ainda que sejam reconhecidos como filhos ilegítimos dessa mesma história. Contudo, tratando-se de Almodóvar e do cenário contemporâneo, a fronteira entre realidade e ficção é mais uma oposição a ser questionada.

A PELE QUE HABITO • 117 minutos - Espanha, 2011 • Direção: Pedro Amodóvar • Elenco: Antonio Bandeiras, Elena Anaya, Marisa Paredes, Jan Cornet

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Fumo causa 50% dos casos de câncer na laringe, diz especialista

Terra.com
THAÍS SABINO
Entre as doenças que o tabagismo pode provocar, estão complicações cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais, enfisema pulmonar, bronquite e problemas respiratórios. No entanto, a principal delas é o câncer. De acordo com o oncologista do Hospital Nove de Julho, Ricardo Caponero, "80% dos pacientes de câncer de pulmão são fumantes e 50% dos casos de câncer na laringe estão relacionados ao uso do tabaco".
"A pessoa corre risco a partir do primeiro cigarro. Quanto mais ela fumar e mais tempo, há mais chances de desenvolver câncer nas vias aéreas", explicou. "É como atravessar a rua: na primeira vez, você já corre risco de ser atropelado, mas, quanto mais vezes atravessar, são mais chances de isso acontecer", comparou Caponero.


O oncologista Luiz Adelmo Lodi, da Oncomed de Belo Horizonte, reforçou que não existe uma quantidade mínima de cigarros que seja segura a saúde e que os índices de desenvolvimento de câncer em fumantes é alto. "Do total, 10% de quem fuma vai desenvolver câncer e 90% de quem tem câncer nas vias aéreas é fumante", afirmou Lodi. O profissional completou que 30% dos fumantes morrem da doença.
O pneumologista coordenador das ações de tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (INCA), Ricardo Meireles, explica que a fumaça do cigarro, tabaco, charuto ou narguilé contém cerca de 4.700 substâncias tóxicas, das quais 60 são comprovadamente cancerígenas. "Esses componentes atuam na alteração celular, levando ao crescimento desordenado das células, o que origina o tumor", disse.
Tabaco e álcool
Segundo Meireles, a associação do fumo às bebidas alcóolicas aumenta em 50% as chances de câncer na cavidade oral e laringe, em relação às pessoas que só fumam ou só bebem.
"A irritação local causada pela fumaça e pelo álcool potencializa os riscos do desenvolvimento de câncer", afirmou o oncologista Valdir de Paula Furtado, do Instituto de Hematologia e Oncologia de Curitiba. O hábito de combinar os dois fatores é mais comum na população de baixa renda. A falta de higiene bucal aumenta ainda mais o risco de câncer na região.

O oncologista Caponero explica que em qualquer região do corpo é possível fazer cirurgia para a retirada do tumor, no entanto, existem lugares onde o tratamento com medicamentos é mais aconselhado com o intuito de preservar o órgão. "No caso da laringe, a operação é muito mutiladora, pois pode afetar as cordas vocais e deixar o paciente sem voz para sempre", exemplificou.
Corrente sanguínea e metástase

Apesar de os pulmões dos fumantes serem os mais afetados por tumores, o tabagismo pode desencadear doenças em outros órgãos, quando é absorvido pela corrente sanguínea. O pneumologista do INCA Ricardo Meireles citou pâncreas, rins, estômago, útero, mamas e bexiga como regiões em que o surgimento do câncer está relacionado ao fumo. "Se as toxinas caem na corrente sanguínea, elas podem provocar alteração celular em vários órgãos e causar metástase", disse.

As vias urinárias são afetadas, principalmente, pois fazem parte dos órgãos excretores do corpo, portando, as toxinas passam pela região. De acordo com o oncologista Ricardo Caponero, 30% dos cânceres de bexiga também estão associados ao tabagismo.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A Nossa Jabuticaba

Por: Texto de Regina Pereira

Olha aí que interessante!!!

A jabuticaba, nossa pequena notável!!!

Fruta 100% brasileira. É dela que vamos falar. Discreta no quintal de nossa casa, ela contém teores espantosos de substâncias protetoras do peito. Ganha até da uva, e provavelmente do vinho, que é festejado no mundo inteiro por evitar infartos. Você vai conhecer agora uma revelação científica, e das boas, que acaba de cair do pé!

A química Daniela Brotto Lopes Terci nem estava preocupada com as coisas que se passam com o coração. Tudo o que ela queria, em um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, era encontrar na natureza pigmentos capazes de substituir os corantes artificiais usados na indústria alimentícia.

E, claro, quando se fala em cores, a jabuticaba chama a atenção. Roxa? Azulada? Cá entre nós, jabuticaba tem cor de... jabuticaba.

Mas o que tingiria a sua casca? A cientista quase deu um pulo para trás ao conferir: "enormes porções de antocianinas", foi a resposta.

Desculpe o palavrão, mas é como são chamadas aquelas substâncias que, sim, são pigmentos presentes nas uvas escuras e, conseqüentemente, no vinho tinto, apontados como grandes benfeitores das artérias.

Daniela jamais tinha suspeitado de que havia tanta antocianina ali, na jabuticaba, aliás, nem ela nem ninguém.

Os trabalhos a respeito dessa fruta são muito escassos”, tenta justificar a pesquisadora, que também mediu a dosagem de antocianinas da amora.

Ironia, o fruto da videira saiu perdendo no ranking, enquanto o da jabuticabeira......

Dê só uma olhada (o número representa a quantidade de miligramas das benditas antocianinas por grama da fruta):

Jabuticaba: 314

Amora: 290

Uva: 227

As antocianinas dão o tom. 'Se um fruto tem cor arroxeada é porque elas estão ali', entrega a nutricionista Karla Silva, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, no Rio de Janeiro. No reino vegetal, esse tingimento serve para atrair os pássaros. E isso é importante para espalhar as sementes e garantir a perpetuação da espécie', explica Daniela Terci, da Unicamp.

Para a Medicina, o interesse nas antocianinas é outro. “Elas têm uma potente ação antioxidante”, completa a pesquisadora de Campinas. Ou seja, uma vez em circulação, ajudam a varrer as moléculas instáveis de radicais livres. Esse efeito, observado em tubos de ensaio, dá uma pista para a gente compreender por que a incidência de tumores e problemas cardíacos é menor entre consumidores de alimentos ricos no pigmento.

Ultimamente surgem estudos apontando uma nova ligação: as tais substâncias antioxidantes também auxiliariam a estabilizar o açúcar no sangue dos diabéticos.

Se a maior concentração de antocianinas está na casca, não dá para você simplesmente cuspi-la. Tudo bem, engolir a capa preta também é difícil. A saída, sugerida pelos especialistas, é batê-la no preparo de sucos ou usá-la em geléias. A boa notícia é que altas temperaturas não degradam suas substâncias benéficas.

Os sucos, particularmente, rendem experiências bem coloridas. A nutricionista Solange Brazaca, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, interior paulista, dá lições que parecem saídas da alquimia. “Misturar a jabuticaba com o abacaxi resulta numa bebida azulada”, ensina. “Já algumas gotas de limão deixam o suco avermelhado”. As variações ocorrem devido a diferenças de pH e pela união de pigmentos ácidos.

Mas vale lembrar a velha máxima saudável: bateu, tomou. “Luz e oxigênio reagem com as moléculas protetoras”, diz a professora.

Não é só a saúde que sai perdendo: o líquido fica com cor e sabor alterados.

Aliás, no caso da jabuticaba, há outro complicador. Delicada, a fruta se modifica assim que é arrancada da árvore. “Como tem muito açúcar, a fermentação acontece no mesmo dia da colheita”, conta a engenheira agrônoma Sarita Leonel, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. A dica é guardá-la em saco plástico e na geladeira. Agora, para quem tem uma jabuticabeira, que privilégio!

A professora repete o que já diziam os nossos avós: “Jabuticaba se chupa no pé”.

O branco tem seu valor.

A bioquímica Edna Amante, do laboratório de frutas e hortaliças da Universidade Federal de Santa Catarina, destaca alguns nutrientes da parte branca e mais consumida da jabuticaba. “É na polpa que a gente encontra ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma vitamina do complexo B que facilita a digestão e ainda nos ajuda a eliminar toxinas”.

Ufa! E não só nessa polpa, mas também na casca escura, você tem excelentes teores de pectina. “Essa fibra tem sido muito indicada para derrubar os níveis de colesterol, entre outras coisas”, conta a nutricionista Karla Silva. A pectina, portanto, faz uma excelente dobradinha com as antocianinas no fruto da jabuticabeira. Daí o discurso inflamado dessa especialista, fã de carteirinha: “A jabuticaba deveria ser mais valorizada, consumida e explorada”.

Nós concordamos, e você?


A Jabuticabeira

Nativa do Brasil, ela costuma medir entre 6 e 9 metros e é conhecida desde o período do descobrimento. “A espécie é encontrada de norte a sul, desde o Pará até o Rio Grande do Sul”, diz o engenheiro agrônomo João Alexio Scarpare Filho, da ESALQ. Segundo ele, a palavra jabuticaba é tupi e quer dizer “fruto em botão”.

A invenção é esta: vinho de jabuticaba. O nome não deixa de ser uma espécie de licença poética, já que só pode ser denominado vinho pra valer o que deriva das uvas. Mas, sim, existe um fermentado feito de jabuticaba que, aliás, já está sendo exportado.


O concentrado da fruta passa um ano inteiro em barris de carvalho”, conta o farmacêutico-bioquímico Marcos Antônio Cândido, da Vinícola Jabuticabal,

em Hidrolândia, Goiás.

A jabuticaba é a matéria-prima de delícias já conhecidas, como a geléia e o licor, e também de uma espécie de vinho. Quem provou a bebida garante: é uma delícia.


Tire proveito da jabuticaba

Atributos, para essa fruta tipicamente brasileira, são o que não faltam. Vitaminas, fibras e sais minerais aparecem nela ao montes.

Agora, para melhorar ainda mais esse perfil nutritivo, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas descobriram que ela está cheia de antocianinas, substâncias que protegem o coração.

Mais uma razão para que a jabuticaba esteja sempre em seu cardápio.


Em 100 gramas ou 1 copo

Calorias 51 / Vitamina C 12 mg / Niacina 2,50 mg / Ferro 1,90 mg / Fósforo 14 g

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Que tal não jogar sua bituca no chão?

Campanha explica como o ato de jogas as bitucas de cigarro no chão pode ser prejudicial para o ambiente

Atitude Sustentável - Gisele Eberspacher
A cena se repete em várias cidades, mas principalmente naquelas que proibiram o fumo dentro de lugares públicos. A pessoa fuma na calçada e, naturalmente, joga a bituca na calçada.

Placa que fez Aurelio refletir: na Califória, a multa para quem joga lixo em ambienes públicos é de $ 1.000 (Foto: Aurelio Abreu Guzzoni).
O que muitas pessoas não percebem é que, além de ser lixo, a bituca é um lixo tóxico, que contém alcatrão. Além disso, quando jogadas acesas, podem ainda causar incêndios.A ONG Cigarette Litter calculou que anualmente são jogadas cerca de 4.5 trilhões de bitucas em espaços públicos.


Vendo esse cenário, Aurelio Abreu Guzzoni resolveu se mobilizar para mudar um pouco essa situação. “A ideia começou a surgir a partir de viagens à Califórnia, nos EUA. Lá, eu notei diversas placas nas vias, que alertavam existir multa de mil dólares por jogar qualquer tipo de lixo em espaço público. Comecei a perceber que aqui em São Paulo o hábito de arremessar bitucas em espaço público é feito por quase 100% dos fumantes que estão em veículos no trânsito, por exemplo”.
Para mostrar essa situação, Aurelio gravou imagens dessas situações enquanto andava pela cidade no vídeo acima.

Além da divulgação do vídeo e ações em redes sociais, uma maneira que Aurelio usa para propagar a ideia é conversando pessoalmente com os próprios fumantes. “É claro que há resistência, pois são justo os fumantes que tendem a argumentar que não há lixeiras na cidade, e que a bituca pode até causar incêndio no restante do lixo. Com isso explicamos que o cigarro deve ser apagado por completo, e que mesmo sem porta-bitucas, garrafas de plástico vazias podem servir perfeitamente e as tampas inclusive eliminam o problema do cheiro impregnar no estofado ou nas roupas”, explica Aurelio.
A iniciativa conta com o apoio da ONG “Hold on to your Butt”, que faz um trabalho semelhante em San Diego, na Califórnia. É importante ressaltar que nenhum dos projetos é contra o ato de fumar, mas incentiva apenas que o descarte das bitucas seja feita de modo mais sustentável e segura.

Fonte: UNIAD

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Banana

Um estudo sobre a banana, feito por três Universidades: Twickenham, Cambridge e Berkeley, revela

Simplesmente porque se adivinhavam já as consequências que os chamados biocarburantes iriam fatalmente ter na alimentação a nível mundial.

Existiria algum alimento que fosse considerado quase que perfeito e completo na sua composição e, ao alcance da maioria da população?

Se desejam uma solução rápida para baixos níveis de energia, não há melhor alimento do que a banana.

Contendo 3 açúcares naturais (sacarose, frutose e glicose) combinados com fibra, a banana dá uma rápida e substancial elevação da energia de cada um.

Pesquisas provam que apenas 2 bananas fornecem energia suficiente para 90 minutos de exercícios extenuantes.

Não é por acaso que a banana, como energético,é a fruta número umdos atletas de alta competição.

A banana também ajuda a curar ou prevenir um grande número de doenças e condições físicas, que a tornam obrigatória na dieta diária de cada um.

Anemia

Contendo muito ferro, as bananas estimulam a produção de hemoglobina no sangue e ajudam assim nos casos de anemia.

Tensão arterial

Contém um elevadíssimo teor de potássio e, um reduzido teor em sódio, tornando-a perfeita para combater a tensão alta. Tanto que a FDA (agência responsável pelo controle de alimentos e remédios dos EUA) autorizaram as indústrias de banana a oficialmente informar da redução do risco de tensão alta e enfarte.

Capacidade mental

200 estudantes de uma escola em Twickenham (Middlesex) tiveram ajuda da banana no café da manhã, lanche e almoço, para elevar sua capacidade mental.Pesquisas mostraram que frutas com elevado teor de potássio ajudaram os alunos a aprender e, a manterem-se mais despertos.

Intestinos

Contráriamente ao que se diz, a banana tem um elevado teor de fibras, que ajudam a normalizar as funções intestinais, superando o problema, sem recorrer a laxantes.

Estados Depressivos

De acordo com recente pesquisa realizada pela MIND, entre pessoas que sofrem ou sofreram de depressão, muitas sentiram-se melhor após uma dieta rica em bananas. Isto porque a banana contém "trypotophan" , um tipo de proteína que o organismo converte em seratonina, reconhecida por relaxar, melhorar o humor e, de modo geral, aumentar a sensação de bem estar.

Excesso de alcoól

Uma das formas mais rápidas de curar uma ressaca é fazer uma mistura de banana com leite e mel.A banana acalma o estômago e, com a ajuda do mel, eleva o baixo nível de açúcar, enquanto o leite suaviza e hidrata o sistema.

Azia

As Bananas têm efeito antiácido natural.Se sofrerem de azia, experimentem comer uma banana no fim da refeição para se sentirem aliviados.

Enjôo matinal

Comer uma banana entre as refeições ajuda a manter o nível de açúcar no sangue elevado e evita as náuseas.

Picadas de mosquito

Antes de usarem remédios, experimentem esfregar a parte interna da casca da banana na região afectada. Muitas pessoas têm resultados excelentes com redução do edema e da irritação.

Sistema Nervoso

As Bananas contêm elevado teor de vitamina B, que ajuda a acalmar o sistema nervoso.

Excesso de peso e Estresse do trabalho

Estudos do Instituto de Psicologia de Salzbourg, na Áustria, mostram que a pressão no trabalho leva à excessiva ingestão de comidas, como chocolate e biscoitos. Examinando 5 mil pacientes em hospitais, pesquisadores concluíram que os mais obesos eram os que tinham trabalhos com maior pressão. O relatório concluíu que, para evitar a ansiedade por comida, precisamos de controlar os níveis de açúcar no sangue.

TPM

Esqueçam as pílulas e comam bananas.Elas contêm vitamina B6, que regula os níveis de glicose no sangue, que afectam o humor.

Úlcera

Usada na dieta diária contra desordens intestinais, é a única fruta crua que pode ser comida sem problemas em casos de úlcera crónica gástrica ou duodenal, já que neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago.

Controle de temperatura

Muitas culturas vêem a banana como fruta 'refrescante', que pode reduzir tanto a temperatura física como a emocional de mulheres grávidas. Nos países nórdicos, as grávidas comem bananas para os bébés nascerem com temperatura baixa.

Tabaco

As bananas podem ajudar as pessoas que estão a deixar de fumar, porque os seus elevados níveis de vitaminas C, A1, B6 e B12, além de Potássio e Magnésio, ajudam o corpo a recuperar dos efeitos da retirada da nicotina.

Estresse

O Potássio é um mineral vital, que ajuda a normalizar os batimentos cardíacos, levando oxigénio ao cérebro e regulando o equilíbrio de água no nosso corpo.Quando stressados, a taxa metabólica eleva-se, reduzindo os níveis de Potássio, que podem ser reequilibrados com a ajuda da banana.

Enfarte

De acordo com pesquisa publicado no Jornal de Medicina de New England, comer bananas regularmente pode reduzir o risco de morte por enfarto em até 40% !

Verrugas

Os dermatologistas afirmam que se se quiser eliminar verrugas, basta colocar a parte interna da casca de banana sobre elas e prendê-la com gaze ou fita adesiva.

Regulação dos níveis de carbohidratos

Comendo alimentos ricos em carbohidratos, como bananas, a cada 2 horas, mantém-se estável o nível de açúcar.

Hipokaliémia

A baixa do potássio para valores inferiores a 2.6 pode provocar paragem cardíaca com morte súbita. Esta situação, vulgar nas mulheres que se preocupam com “a linha”, já que comem pouco, alimentam-se deficientemente e, bebem muita água durante o dia, e nas anoréxicas, pode ser remediada e evitada com a ingestão de uma banana por dia.

Comparada por exemplo à maçã, tem:- 4 vezes mais proteínas,- 2 vezes mais carbohidratos,- 3 vezes mais fósforo,- 5 vezes mais vitamina A e ferro e - 2 vezes mais outras vitaminas e sais minerais.

Também é rica em potássio e, como um todo, é um dos alimentos mais completos que existem.

Fontes de informação:

Universidade de Berkeley

JAMA (Journal of the American Medical Association)

New England Journal of Medecine

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Álcool é mais nocivo que LSD e maconha, diz estudo

BBC Brasil
A cocaína ficou em segundo lugar no ranking de drogas perigosas
O álcool é mais perigoso do que drogas como maconha, LSD e ecstasy, de acordo com um estudo publicado na última edição da revista médica especializada The Lancet.
Médicos da Universidade de Bristol e do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Gretanha desenvolveram um novo sistema de classificação que, segundo eles, reflete melhor os riscos representados por cada droga.

O método usado atualmente na Grã-Bretanha "não funciona" e deveria ser mudado, de acordo com os especialistas.

A equipe avaliou o risco de 20 drogas em nove categorias, que foram então combinadas para produzir uma avaliação geral de risco.

Para melhor comparar os riscos, foram incluídas cinco drogas legais, entre elas, o tabaco e o álcool.


As mais perigosas
1. Heroína
2. Cocaína
3. Barbitúricos
4. Metadona 'de rua'
5. Álcool
6. Quetamina
7. Benzodiazepinas (calmantes)
8. Anfetaminas
9. Tabaco
10. Buprenorfina (derivado do ópio)
O álcool ficou em quinto lugar no novo ranking. A droga mais perigosa, segundo os especialistas, é a heroína, seguida da cocaína e de barbitúricos.

Erva

O ecstasy ficou em 18º lugar, enquanto a maconha foi considerada a 11ª droga mais perigosa – atrás do tabaco, que ficou em nono.

Os pesquisadores dizem que o atual sistema, que separa as drogas em três classes – A, B e C –, é muito arbitrário e não dá informações específicas ou os riscos relativos de cada droga.

O novo ranking deve ser recomendado pelos especialisas ao governo britânico no segundo semestre.

Uma comissão também deve realizar uma ampla revisão da política sobre drogas do governo nos próximos três anos.

A principal diferença no novo ranking é que ele avalia o risco que que as drogas representam para o indivíduo, para a sociedade e se provocam dependência.

Para os cientistas, o fato de 500 mil pessoas na Grã-Bretanha tomarem ecstasy todo o fim de semana prova a necessidade de uma reforma na legislação sobre drogas no país.

"O sistema atual não funciona. Vamos tratas as pessoas como adultos. Temos que ter um debate muito mais pensado sobre como lidar com drogas perigosas", afirmou o professor David Nutt, da Universidade de Bristol.

O especialista ressaltou ainda que pelo menos uma pessoa por semana morre na Grã-Bretanha por consumo excessivo de álcool, enquanto menos de dez mortes por ano são registradas por consumo de ecstasy.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Educando Crianças com Inteligência Emocional_11/11

PROTEGENDO SEU FILHO CONTRA OS EFEITOS

NEGATIVOS DOS CONFLITOS CONJUGAIS


Se a criança nunca vê um adulto com quem ela convive se irritar, discutir e resolver suas diferenças com outro adulto, está perdendo lições importantís-simas que podem desenvolver a inteligência emocional.

A chave de tudo é os pais administrarem seu conflito conjugal para torná-lo um exemplo mais positivo do que prejudicial para a criança.

Evite os quatro cavaleiros do apocalipse

Quando o ambiente da criança está contaminado pela atitude crítica, desdenhosa, defensiva e obstrutiva dos pais, a criança fica mais exposta aos efeitos perversos do conflito conjugal.

Cavaleiro nº 1 – Crítica. São os comentários negativos sobre a personalidade do parceiro, em geral num tom que atribui culpa.

Cavaleiro nº 2 – Desdém. É semelhante à crítica, porém vai mais longe. Um cônjuge que desdenha do outro na verdade, tem a intenção de insultá-lo ou feri-lo psicologicamente.

Cavaleiro nº 3 – Atitude defensiva. Quando o marido ou a mulher se sente alvo de desdém, é natural que assuma uma atitude defensiva. Porém, esta é uma atitude muito prejudicial ao casamento, porque os cônjuges não escutam um ao outro, quando acham que estão sendo atacados.

Cavaleiro nº 4 – Obstrucionismo. Se os parceiros não conseguem chegar a uma trégua – e se continuam deixando a crítica, o desdém e a atitude defensiva comandar a relação – estão fadados a conhecer o obstrucionismo. Isso acontece quando um cônjuge se fecha porque a conversa ficou demasiado intensa. Em essência, ele vira uma “parede”, sem dar qualquer indicação de estar ouvindo ou compreendendo o que diz o outro.

Administre seu conflito conjugal

Não use o seu filho como arma em seus conflitos conjugais. Talvez por se sentirem como é precioso o relacionamento que têm com os filhos, o marido e a mulher com raiva um do outro, às vezes sentem-se tentados a “usar” esse relacionamento para se ferir mutuamente. O pai pode tentar limitar o acesso da mãe aos filhos, ou vice-versa. Essa técnica é particularmente comum entre mães que se sentem traídas e impotentes, que acham que o acesso aos filhos é o único poder de barganha que lhes restou da relação conjugal. O problema aumenta quando o pai que não tem a custódia deixa de sustentar os filhos, o que faz que a mãe sinta-se mais ainda no direito de impedir que ele veja os filhos.

A maioria das crianças precisa de apoio tanto do pai quanto da mãe, sobretudo quando obrigadas a viver no fogo cruzado entre ambos. Quando os pais tentam usar a criança para se agredir mutuamente, é a criança quem sai perdendo.

Crie redes de apoio emocional para seus filhos. Quando o casamento dos pais está numa fase muito conturbada, não é incomum os filhos mais velhos – sobretudo adolescentes – desligarem-se da família e irem procurar apoio emocional fora de casa. Podem começar a passar mais tempo com os colegas ou com um hobby. Podem adotar a família de um amigo ou parente que não tenha tantos problemas. É triste ver a criança afastar-se de sua família, mas esse afastamento, às vezes, é um mecanismo positivo para ajudá-la a enfrentar a situação, desde que as pessoas e as atividades que ela escolher sejam influências positivas em sua vida.

Use o treinamento da emoção na discussão dos problemas conjugais. Se há uma hora para falar com os filhos sobre o que eles sentem, é quando irrompe uma crise conjugal. Pode ser difícil para um pai ou uma mãe já tristes ou irritados por causa de problemas conjugais encontrarem energia emocional para conversar com os filhos a respeito, mas é bem provável que os filhos também estejam mal e precisem de uma orientação sobre como lidar com essas emoções.

Reserve algum tempo quando estiver relativamente calmo para conversar com seu filho sobre como ele está reagindo à tensão doméstica. Você pode começar dizendo algo como: “Vi que você ficou quietinho e foi para o quarto quando seu pai e eu estávamos discutindo. Fiquei pensando se essa nossa discussão deixou você nervoso”. Estimule seu filho a falar na tristeza, no medo ou na raiva que ele esteja sentindo. Ouça-o com empatia e ajude-o a rotular as emoções.


O PAPEL CRUCIAL DO PAI


Os psicólogos há muito sustentam que o envolvimento do pai na educação dos filhos é importante. Surgem cada vez mais evidências indicando que os pais envolvidos – e sobretudo aqueles com disponibilidade emocional para os filhos – dão uma contribuição toda especial para o bem-estar dos filhos. Os pais podem influenciar os filhos de algumas maneiras que as mães não conseguem, especialmente no que diz respeito ao relacionamento da criança com os colegas e seu desempenho na escola. Pesquisas indicam, por exemplo, que meninos com pais ausentes têm mais dificuldade de encontrar o equilíbrio entre a afirmação da masculinidade e o autocontrole.

A presença positiva de um pai também pode ser fator significativo nos desempenhos acadêmico e profissional da menina, embora aqui a evidência do pai seja mais ambígua. Porém, fica óbvio que as meninas cujos pais são presentes e interessados, são menos propensas a estabelecer relacionamentos saudáveis com os homens quando se tornam adultas.

A vida da criança é altamente enriquecida quando há um pai emocionalmente presente, legitimador e capaz de confortá-la quando ela está triste. Do mesmo modo, a criança pode ser profundamente prejudicada quando o pai é abusivo, excessivamente crítico ou emocionalmente frio.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Educando Crianças com Inteligência Emocional_10/11

CASAMENTO, DIVÓRCIO E A SAÚDE EMOCIONAL DE SEU FILHO


Peça a quem teve pais malcasados para descrever suas memórias infantis e provavelmente você vai ouvir histórias tristes, confusas, amargas, cheias de falsas esperanças. Uns talvez se lembrem de como foi doloroso e desorientador ver os pais se divorciarem. Outros talvez tenham tido pais do tipo estóico, daqueles que, apesar de infelicíssimos no casamento, decidem ficar juntos por “causa dos filhos”. Aí, você pode ficar sabendo o sofrimento que foi para um jovem ver as duas pessoas mais importantes para ele, e que ele mais amava, viverem às turras.

Pouco importa que o casal seja casado, separado ou divorciado. Quando os pais vivem se tratando com hostilidade e desprezo, os filhos sofrem. Porque o clima de um casamento – ou divórcio – cria uma espécie de “ecologia emocional” para os filhos. Assim como uma árvore é afetada pela qualidade do ar, da água e do solo em seu meio ambiente, a saúde emocional da criança é determinada pela qualidade dos relacionamentos íntimos que a cercam. O relacionamento conjugal dos pais influencia a atitude dos filhos e suas realizações, sua capacidade de se relacionar e de regular suas emoções. Em geral, quando os pais se dão bem, a inteligência emocional dos filhos desabrocha. Mas os filhos que constantemente presenciam as desavenças dos pais correm graves riscos.

Como os conflitos conjugais e o divórcio podem prejudicar os filhos

Os filhos de pais cujo relacionamento se caracteriza por uma atitude crítica, defensiva e desdenhosa, estão mais sujeitos a manifestar comportamento anti-social e agressivo para com os colegas. Têm mais dificuldade de regular as emoções, de concentrar-se e de acalmar-se quando aflitos.

No início da adolescência, muitos filhos de casamentos desfeitos já estão envolvidos em toda a sorte de complicações juvenis, entre elas, queda do rendimento escolar, vida sexual precoce, abuso de substâncias e delinqüência. Também há alguns indícios, embora não tão fortes, de que os filhos de casamentos conflituosos e de pais divorciados, são mais depressivos, ansiosos e retraídos.

É indiscutível que os filhos ficam aflitos quando vêem os pais brigando. Estudos mostraram que até mesmo crianças pequenas reagem à discussão dos adultos com alterações fisiológicas como aceleração do ritmo cardíaco e elevação da pressão arterial.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Educando Crianças com Inteligência Emocional_9/11

Dê força a seu filho oferecendo opções, respeitando desejos

Os adultos facilmente esquecem como a criança pode sentir-se impotente. Mas se olhar as coisas da perspectiva dela, você pode ver como a sociedade enfatiza a exigência de fazer a criança obedecer e colaborar. As crianças costumam ter muito pouco controle sobre sua rotina. Bebês sonolentos são arrancados do berço e levados para a creche. Crianças correm para formar filas quando toca a sineta mo pátio da escola. Pais estabelecem regras do tipo: “só come sobremesa se não deixar nada no prato” ou “você não vai sair com essa roupa”. E tem a clássica: “Porque eu estou dizendo”. Você se imagina falando assim com seu marido ou com seus amigos?

A criança precisa treinar pesar os prós e os contras de uma situação, encontrar soluções. Precisa ver o que acontece quando escolhe de acordo com o sistema de valores de sua família e o que acontece quando decide ignorar esses valores. Essas lições podem às vezes ser dolorosas mas, com o treinamento da emoção, podem também ser uma ótima oportunidade para os pais oferecerem orientação.

Os pais podem ficar sabendo que quanto mais cedo a criança aprender a expressar suas preferências e escolher, melhor. Na adolescência, quando há mais liberdade, mas também mais riscos, a falta de responsabilidade pode ser um perigo muito maior.

Deixar a criança escolher, além de lhe dar responsabilidade, ajuda-a a adquirir auto-estima.

Seja honesto com seu filho

Parece que as crianças têm um sexto sentido para saber quando os pais – sobretudo o pai – estão dizendo a verdade. Portanto, preparação emocional deve ser mais do que a repetição vazia de frases como “Compreendo”, ou “Isso também me deixaria uma fera”. Você pode estar dizendo a coisa certa, mas se lhe faltar convicção, não vai se aproximar de seu filho. Na verdade, a falsidade pode desacreditá-lo perante ele, e isso pode prejudicar o relacionamento de vocês.

Leia livros infantis com seus filhos

Da infância até a adolescência, pais e filhos podem aprender muito sobre a emoção com a boa literatura infantil. As histórias podem ajudar a criança a desenvolver um vocabulário para falar sobre os sentimentos e ilustrar as várias formas como as pessoas lidam com a raiva, o medo e a tristeza.

Os livros adequados podem até dar aos pais um meio de falar sobre temas que eles tenham dificuldade em abordar, como “de onde vêm os bebês” e “o que aconteceu com o vovô, quando ele morreu”.

Seja paciente

Para ser um bom preparador emocional, você precisa ter paciência para deixar a criança levar o tempo que for necessário para dizer o que sente. Se seu filho está triste, ele pode chorar. Se estiver irritado, pode bater o pé. Você pode achar desagradável perder tempo com uma criança nesse estado. Pode achar que já tem problemas de sobra. Mas é bom lembrar que o objetivo do treinamento da emoção é explorar e compreender as emoções, não eliminá-las.

Compreenda a base de seu poder enquanto pai ou mãe

Por “base de poder” entendo o elemento da relação entre pais e filhos que permite aos pais imporem limites aos filhos – uma coisa que toda criança quer e é necessário. Para alguns pais, a base de poder pode ser a ameaça, a humilhação ou o castigo físico. Outros, excessivamente permissivos, podem sentir que não têm nenhuma base de poder. Para os preparadores emocionais, a base de poder é o elo que existe entre eles e os filhos.

Para trabalhar as mudanças necessárias é bom ter em mente duas máximas de Haim Ginott: todos os sentimentos são permissíveis, mas nem todos os comportamentos o são e a relação pais e filhos é democrática. Cabe aos pais determinar quais os comportamentos permissíveis.

Acredite na natureza positiva do desenvolvimento humano

Quanto mais se aprende sobre criança, mais se acredita que o curso natural do desenvolvimento humano é uma força espantosamente positiva. Com isso quer se dizer que o cérebro infantil é naturalmente programado para procurar segurança e amor, conhecimento e compreensão. Seu filho deseja ser afetuoso e altruísta. Deseja explorar o que o cerca, descobrir o que causa o raio, como é o cachorro por dentro. Quer saber o que é certo e bom, o que é errado e mau. Quer conhecer os perigos do mundo e como evitá-los. Quer muito acertar, ficar cada vez mais forte e capaz. Seu filho quer ser o tipo de pessoa que você vá admirar e amar.

Quando houver platéia

É difícil ganhar a intimidade e a confiança de seu filho se vocês não têm um tempo só para vocês. Por isso é recomendável que o treinamento da emoção seja feito em particular e não diante dos demais membros da família, de amigos ou estranhos. Assim, evita-se o constrangimento e ambos têm mais liberdade para ser sinceros sem se preocupar com o que os outros vão achar daquela cena.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Educando Crianças com Inteligência Emocional_8/11

Faça mentalmente um mapa da vida de seu filho

A criança nem sempre sabe expressar as emoções. Seu filho pode um dia amanhecer agoniado, mas não conseguir dizer o que está sentindo nem por que está daquele jeito. Quando isso acontece, é bom estar bem informado sobre as pessoas e os lugares que ele freqüenta e o que acontece em sua vida. Assim, você estará mais apto a explorar o que pode estar deixando o seu filho daquele jeito e ajudá-lo a rotular seus sentimentos. Você também estará demonstrando que dá importância ao mundo dele e isso pode servir para aproximá-lo de você.

Essa base de conhecimento pode ser como um mapa que os pais conscientemente se esforçam para ter em mente. Considerando esse mapa, um pai ou uma mãe pode dizer: “O mundo do meu filho é este, e as pessoas que povoam esse mundo são estas”. Sei como se chamam e como elas são. Sei o que meu filho sente por cada uma. Esses daqui são os maiores amigos do meu filho e aquele é o inimigo. Meu filho gosta desta professora, acha o preparador divertido, mas aquela professora o intimida. As linhas gerais da escola dele são estas. Sei onde ele se sente melhor e sei quais são os perigos que ele sente que tem de enfrentar aí. O horário dele é este. Ele gosta de tais e tais matérias, em tem dificuldades em tais e tais.

Evite ficar do lado do inimigo

Ao sentir que foi maltratada, a criança pode recorrer aos pais em busca de lealdade, compaixão e apoio. Esta é uma boa oportunidade para os pais agirem como preparadores emocionais, desde que não incorram no erro de “ficar do lado do inimigo”. Isso, naturalmente é tentador, especialmente quando os pais pendem naturalmente para o lado das autoridades mesmas de quem os filhos provavelmente se queixam – figuras como professores, preparadores, patrões ou pais de outras crianças.

Não tente impor as suas soluções aos problemas de seu filho

Uma das maneiras mais rápidas de estragar a preparação emocional é dizer a uma criança que esteja triste ou irritada como você resolveria aquele problema. Para entender por quê, transponha essa malfadada dinâmica para uma situação comum entre um casal. A mulher chega do escritório angustiada porque discutiu com uma colega de trabalho. O marido analisa o problema e, em poucos minutos, traça um plano para resolver o caso. Mas, em vez de sentir-se grata pelo conselho, a mulher sente-se mais angustiada. Porque o marido não lhe deu nenhuma indicação de que compreende o quanto ela está triste e irritada e frustrada. Apenas demonstrou com que simplicidade aquilo tudo pode se resolver. Para ela, isso pode deixar implicado que ela não é muito brilhante, ao contrário, teria pensado naquela solução.

Imagine como a mulher iria sentir-se melhor se, em vez de ir logo lhe dizendo o que fazer, o marido lhe fizesse um carinho. E, enquanto isso, ficasse apenas ouvindo-a expor o problema – e seus sentimentos a respeito – detalhadamente. Depois, ela começaria a formular suas próprias soluções. Em seguida, por já estar àquela altura confiando no marido (e sentindo-se ótima com aquele carinho), ela lhe pediria uma opinião. No fim, o marido tem uma oportunidade de dar um conselho e a mulher tem uma solução que ela pode ouvir. Em vez de sentir-se diminuída, ela sente-se fortalecida e apoiada pelo marido.

É assim que a coisa funciona também entre pais e filhos. Os pais podem ficar frustrados com a má vontade com que os filhos ouvem os conselhos não solicitados – especialmente levando em conta o quanto eles podem transmitir aos filhos em termos de sabedoria e experiência. Mas em geral, não é assim que as crianças aprendem. Propor soluções antes de mostrar empatia pela criança é o mesmo que construir a estrutura de uma casa antes das fundações.